Ignorância, Reconhecimento e Iluminação
A vida intelectual de cada homem parece estar dividida em três fases: a Ignorância, o Reconhecimento do que ele conhece e a Iluminação.
A Ignorância o deixa com pouca ação e muita reação, ele não consegue perceber o que acontece à sua volta e não sabe bem porque vive. Ele aceita as sugestões externas com muita facilidade. Sobre isso, assim escreveu Henri Poincare:
Duvidar de tudo ou crer em tudo. São duas soluções igualmente cômodas, que nos dispensam, ambas, de refletir
Na fase do Reconhecimento, do que a ele já é conhecido, o homem tem seus ânimos exaltados, não tem o total controle sobre seus pensamentos e se coloca a discutir a sua posição na sociedade, a perguntar por que ele é controlado através de sugestões externas e como poderá livrar-se do sistema hipnotizador dominante, sem sofrer prejuízos de alta monta. Sua condição humana, não lhe oferece respostas satisfatórias, relativas aos seus questionamentos e anseios e, ele vive a se perguntar: O que é a vida? Por que até agora vivi assim? O que estou fazendo aqui? Para onde estou indo? O que o sistema quer de mim? O que é a realidade? Porque sou controlado e nunca me apercebi disto? O que é a verdade? O que é a liberdade? Todo homem deverá questionar as ideias a ele colocadas, suas insatisfações; livrar-se de sua preguiça mental e tentar decifrar os enigmas que torturam sua alma. O comodismo e a cegueira intelectual são grandes erros primários que o homem poderá cometer; através deles, o homem quer se justificar e se penitenciar de suas omissões.
Sobre esse conceito escreveu George Babbit: praticamente, nem uma só vez, na vida ele fez o que quis! Só agora, então ele conseguiu perceber que não fez nada além de ceder. Só agora sentiu que de cem metros possíveis, não tinha avançado nenhum centímetro.
Na fase da Iluminação, o homem já tem o domínio sobre o que reconheceu, ele é responsável por suas ações e por aquilo que conquistou. Ele se tornou fonte de poder, é dono de seus próprios domínios, é sereno, é sábio e equilibrado e nada, ou quase nada, irá incomodá-lo. Seu espírito repousa na razão. O primeiro passo para o homem buscar o auto-conhecimento é, reconhecer nele mesmo, a sua ignorância. Krishnamurti, assim definiu: o auto-conhecimento não tem fim. Você não chega a uma realização ou conclusão. Ele é um rio infinito. A vida é só trabalhar, se alimentar e esperar, ansiosamente, a morte? Só os fracos de espírito aceitam essa condição. Encontre a você mesmo, que entenderás o Universo, compreenderás a Deus e conhecerás a liberdade.
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