Problemática do Homem, Joarez Sofiste, Mecânico filósofo

Joarez Sofiste - O mecânico que virou filósofo Joarez Sofiste - O Mecânico que virou filósofo

 

UMA OBRA VIVA

Uma obra verdadeira, que se propõe a derrubar os véus da ilusão e apontar o caminho para o homem atingir a liberdade de consciência, é aquela que acontece, em primeiro lugar, na vida de quem a produz, antes mesmo de ganhar a forma de um livro, um filme ou um simples discurso.
E mais ainda, uma obra autêntica que é aquela que traz em si, em cada ponto levantado e dissertado, as conclusões de uma mente destemida, que não mede esforços para atingir o real entendimento da natureza humana e, que generosamente, transborda de possibilidades sinceras para que o outro, no caso o leitor, possa viver a maior das experiências da vida humana: a jornada interior em busca do autoconhecimento.
Essa é uma descrição que ganha mais força e legitimidade, principalmente, pelo fato de o autor ser um trabalhador aparentemente comum, no caso, um mecânico de automóvel, que também já foi carregador de cargas de sacaria e caminhoneiro.
Assim é o livro “A Problemática do Homem-A Chave Para O Auto-Conhecimento” de Joarez Sofiste, que vem vivendo um processo incessante em busca de si próprio. “Eu fui em busca de mim mesmo, e encontrei”, revela com a serenidade e a tranquilidade de quem cumpriu uma missão maior.
“A maior remuneração ou gratificação que um autor pode receber por um livro, eu já recebi, que é a clareza de consciência e a liberdade que o conhecimento proporciona a quem o procura”, confirma Sofiste, sem qualquer traço de arrogância, em sua humildade natural.
O mecânico de automóvel que em determinado instante da vida descobriu-se um observador da natureza humana, um filósofo, na verdadeira acepção do termo, isto é, um buscador da Verdade, apresenta-nos um trabalho surpreendente.
“Encontrei na filosofia a chave que me libertou de uma formação supersticiosa, sentimentalista, medrosa e dogmática”; ou ainda, “ a consciência livre reduz a imensidão do universo ao uno e expande o uno à imensidão do universo”. Estas são revelações preliminares que o leitor encontra logo no início, como se fosse um ponto de  partida para uma aventura que o levará à transformação de seu próprio ser.
Que o leitor não se engane pelo fato de que um mecânico de automóvel seja o autor de um livro de filosofia, que não imagine que esta obra poderia simplesmente ter sido escrita por diletantismo ou capricho. Muito pelo contrário, trata-se de uma obra viva, que vai tocar em seus pontos mais secretos, inclusive naqueles que normalmente não estamos ainda preparados para conhecer ou encarar de frente, como os vícios mais ocultos ou as negligências mais sutis que tendemos a escamotear e que acabam por nos atrapalhar no percurso da liberdade, gerando uma personalidade mesquinha e covarde.
Por mais que se possa escrever ou comentar sobre este livro de Joarez Sofiste, nada se compara à experiência de percorrer suas páginas e espantar-se com a multiplicidade dos temas abordados, como dinheiro, gestão empresarial, o amor, a família, o equilíbrio, os dogmas e a ciência e a religião, a felicidade, o medo, a morte, o conhecimento, o sucesso e o fracasso e muitos outros que estão presentes em nossas vidas.
Indagações e mais indagações, questões e mais questões.
Em síntese, é essa a proposta do autor: mostrar que o caminho da conquista do conhecimento que levará ao domínio da consciência e à liberdade repousa no perguntar, em querer com toda energia do ser compreender a Verdade, a natureza das coisas.
Nessa caminhada, Sofiste fez-se acompanhado de Sócrates, Platão, Nietzshe, Emerson, Descartes, Marx, Napoleon Hill, Filke e tantos outros pensadores que nos legaram, talvez a maior das heranças, a inquietação para derrubar as falsas verdades e construir um novo homem, despojado de idéias e conceitos fabricados por um sistema de dominação e alienação.
O mais surpreendente ainda, na obra de Joarez Sofiste, é perceber que um mecânico de automóvel, assim como qualquer outro homem determinado a compreender o mundo verdadeiro para além das aparências, apresenta-se como um atualizador de forma profunda e prática, do conhecimento que a humanidade herdou desses grandes ícones do pensamento humano, e mais, mostrando que o pensar é um direito e um dever de qualquer ser humano, sem importar sua origem ou condição econômica. Joarez comprova que é possível, basta colocar-se em movimento, exercitar a força de vontade que habita o interior do homem.
Saber que o clic que fez Sofiste lançar-se a esta jornada foi o filme MATRIX, onde a obra de Rene Descartes e Nietzshe, entre outros, são os argumentos que apontam para a necessidade do nascer outra vez e abrir o os olhos de dentro, para conquistar um espírito livre, nos leva à idéia de que é possível, a nós também, atingir a iluminação que ele alcançou, a ponto de escrever um livro e querer comunicar ao mundo sua descoberta.
Como se não bastasse uma obra que permite refletir sobre a nossa própria natureza em busca da realidade verdadeira, não aquela que o sistema quer que pensemos seja a real, Joarez produziu um livro que pode ser lido de várias formas, na ordem que o leitor desejar, pois, como todo resultado da perfeição, não importa a ordem dos fatores, o fim será sempre o mesmo: “ Na  consciência do Homem está o motivo e a causa de todos os seus males”.
E como alguém que atingiu a compreensão de si mesmo e dos mecanismo das leis naturais que regem o homem e este planeta, Joarez consegue extrair sínteses e analogias que ajudam em muito a iniciação de quem busca a liberdade com sinceridade de mente e coração. Para explicar a chave do autoconhecimento e do domínio do destino que podemos atingir, o autor criou a imagem de uma bolinha de tênis para representar nossos pensamentos. A raquete é a intenção que nós colocamos em cada pensamento, que retorna para nós mesmos, conforme emitimos o bem ou mal.É a forma como ele apresenta a Lei da Causalidade, para mostrar de maneira lúdica e simples, que nós somos os criadores de nós mesmos e da realidade que queremos.É crer para aprender!